sábado, 13 de março de 2010

Segundo capítulo

2 Mais um sonho.

Não sabia se era sonho ou não, só sabia que havia dois homens encapuzados em frente a um prédio, pareciam bandidos, só davam para ver seus olhos, eles conversavam como se estivessem planejando algo.

- Caio me escuta, o Miguel acabou dizer que ele vai invadir sozinho. – dizia o que tinha os olhos castanhos, sua voz era madura.
- O Miguel é louco? Ele não pode fazer isso sozinho! – dizia o de olhos azuis, tinha voz mais jovem.
- O que você quer que eu faça amarre ele no pé de uma mesa? Ele é maior de idade, sabe o que faz.
- Pedro, ele pode ser maior de idade, mas do jeito que ele é esquentado, pode fazer uma besteira!
De repente apareceu outro homem, ele também estava de capuz, seus olhos eram verdes, sua voz também era jovem.
- Estão prontos? Eu vou invadir e vocês vão me dar cobertura aqui fora, quando eu correr, vocês correm também. – dizia o homem de olhos verdes.
- Não, eu não vou fazer isso, Miguel, isso é uma loucura, pelo amor de Deus espera o Sérgio resolver essa história. - dizia o de olhos azuis.
- Eu quero acabar com ele com as minhas próprias mãos! – sua voz era decidida.
- Então vai logo! – dizia o de olhos castanhos.
- Me desejem boa sorte. – o de olhos verdes entrava no prédio e os dois ficavam do lado de fora.

***

Esse foi o sonho que tive na noite anterior, ele era um daqueles sonhos estranhos que nós temos que não sabemos o que acontece no final, e o pior: nem conhecemos as pessoas que estão neles.
Depois das lembranças que eu tive na noite de ontem, meu celular tocou:
- Oi.
- Fran, sou eu, a Luma você não vem mais? Estou te esperando à meia hora e nada de você aparecer. – Luma quando ficava com raiva, era bom sair de baixo.
- Me desculpe, é que eu acordei atrasada, e esqueci de usar o despertador.
- Onde você está?
- Na rua, já estou chegando ao shopping.
De repente começou um alvoroço no meio da rua não entendia nada, afinal estava muito empenhada no meu diálogo com a Luma, fui querer vem direito o que estava acontecendo, me virei e um bandido se esbarrou em mim.
Não dava para ver o seu rosto, mas sentia que já tinha o visto em algum lugar, mesmo encapuzado. Só dava para ver seus olhos, que eram verdes e familiares.
Ficamos nos olhando por alguns segundos, a viatura da polícia se aproximava e ele saiu correndo. Percebi que ainda estava no celular falando com a Luma e que ele ainda estava no meu ouvido, mas essa não foi a pior coisa que eu percebi: Minha bolsa estava aberta.



























Cheguei ao shopping, Luma me esperava preocupada na escada rolante.
- Fran, você está bem? O bandido fez alguma coisa com você? – Luma só faltou me sacudir.
- Estou bem, ele nem chegou a me assaltar. – E isso foi o mais estranho.
- Vamos para aquela loja de biquínis? Estou precisando comprar uns novos.
- Claro, eu também estou precisando comprar uns novos não é mesmo baby? Eu na consigo ter um só biquíni, sempre preciso de três ou mais.
- Vamos.
Luma sempre foi muito bonita, tinha cabelos pretos enrolados, e sempre usava batom cor dos lábios. Eu sempre gostei dos batons mais chamativos, roupas chamativas (De preferência rosa pink ou rosa choque). Luma era básica, quase não usava maquiagem. Ela tinha um namorado, o Thiago, não sei como os dois foram se apaixonar, ele era totalmente irresponsável e vivia bebendo nas festas.
Enquanto escolhia quais biquínis iria levar para a viagem, Luma falava sobre o que ela iria fazer durante a noite.
- Então Fran, que tal ir hoje à night?
- Não dá, amanhã bem cedo vou viajar, mas que vai com você?
- O Thiago.
- Luma, o Thiago bebe no volante, não tenho confiança nele.
- Mas ele está de carro novo.
- E você acha que bêbado se importa com carro novo?
Depois de ficar a tarde inteira batendo perna no shopping, voltei para casa por volta das dezessete horas, só meu pai estava em casa, provavelmente minha mãe estava no spar. Ele me esperava na sala, então deixei minhas compras no sofá, porque sabia que ele tinha algo a falar.
- Pelo visto fez muitas compras. – não sabia ao certo, em que tom meu pai falava se era em de gozação ou de preocupação porque ele era que iria pagar a conta do cartão de crédito.
- Comprei o suficiente para dois meses de férias. – correspondi à brincadeira do meu pai.
- Agora você tem que dormir cedo, pois vamos viajar amanhã. – naquele momento ele estava sério. – E você deve está cansada de ficar batendo perna nessas lojas.
- Pai, desde quando alguém fica cansado de fazer compras? – ergui uma sobrancelha.
- Você está ficando cada vez mais parecida com sua mãe, apenas com uma diferença: você nunca fez plástica. – dessa vez seu tom era de humor.
- Mas quando for preciso, eu faço uma ta? – não era brincadeira, eu realmente estaria disposta a fazer uma cirurgia plástica.
Nesse momento, ele tocou no meu rosto com suas duas mãos, seus olhos se encheram de lágrimas e iria começar aquela mesma conversa de sempre.
- Eu nunca vou deixar você destruir esse seu lindo rostinho – seus olhos continuaram se enchendo de água e iria começar aquele discurso de sempre: “Você é a cara da mamãe!” o, ou seja, da minha avó, no começo, era legal saber que eu parecia com alguém da família, mas essa conversa todo dia, fala sério!
- Pai, o melhor é eu ir para o quarto, afinal, eu tenho que dormir cedo.

* * *
Só consegui dormir nove horas da noite, naquele momento não sabia se era sonho ou não, só sabia que estava vendo Luma e Thiago dentro de um carro, ele estava no volante e ela do seu lado. A expressão de Luma era de desespero, ela estava quieta, mas dava para perceber pelo seu olhar, Thiago estava com o olhar longe, ele só ficava daquele jeito quando estava bêbado.
O carro começou a fazer curvas na estrada, de repente Luma perdeu a paciência.
- Thiago, pare esse carro agora! – Luma se atirou ao volante.
- Não paro! – ele gritava com voz de bêbado.
- Você vai parar seu estúpido! – ela gritava, ao mesmo tempo girou o volante para a esquerda.
Enquanto ela girava o volante para e esquerda ele a revidava e o girava para a direita, quando o carro capotou, só escutei os gritos de Luma e seu rosto batendo violentamente no vidro. Minha visão começou a ficar escura, embaçada.
Acordei suada e sem ar, mal conseguia respirar, uma das piores sensações que já senti em minha vida. Esperei meu estado melhorar para decidir o que farei meu estado melhorar para decidir o que fazer. Comecei a procurar desesperada minha bolsa na cama, eu sabia que a tinha deixado em algum lugar. A achei, peguei meu celular e tentei ligar para o celular da Luma, mas estava desligado. Foi por isso que me desesperei.
Levantei-me da cama desesperada, vesti-me rapidamente, desci as escadas, vi que as chaves ainda estavam na porta e saí.
Mesmo a pé, fui até a night, ficava a dois quarteirões da minha casa, então foi fácil chegar lá.
Fui até o barman, o lugar onde Luma e Thiago sempre ficavam, mas não estavam por lá. Vi um segurança.
- Por favor, você não viu um casal que sempre vêm aqui, uma moça de cabelos enrolados, pretos, e um rapaz musculoso de cabelo arrepiado com gel?
- Vi sim, acabaram de sair daqui.
Aquela notícia me veio como uma pontada, para me conformar pensei comigo mesma que não deveria levar o sonho que eu tive tão a sério, era apenas um sonho. Ao mesmo tempo veio à preocupação, aquele sonho parecia tão real, e Thiago realmente poderia estar bêbado no volante e esse acidente poderia acontecer sim.
Na minha cabeça ainda haviam lembranças do acidente, eu conhecia aquela estrada, era loucura, mas eu tinha que ir até lá.

***
Desci do táxi e na estrada já havia uma multidão formada em volta de algo. Corri para saber o que era perguntei para uma das pessoas que estavam na multidão, uma mulher bem apessoada me respondeu.
- Um acidente de carro. – ela prestava mais atenção nas vítimas do que em mim, mas aquilo já era o suficiente para aumentar minha curiosidade.
Com muito sacrifício consegui passar entre a multidão e ver o resultado do acidente.
- Oh Deus! – exclamei e caí de joelhos era Luma que estava estendida naquele chão.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pessoal, logo, logo vou colocar o meu livro de crônicas CONFUSÕES. Vocês não podem perder.
Vão bolar de rir. :)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Primeiro capítulo

Além de um sonho

1 Parte

“Não sabia mais onde estava o desespero foi tão grande, que acabei me perdendo, estava em um beco sem saída agora fugindo de um homem que nem sabia o motivo que estava correndo atrás de mim.”

1 Fran.

Aos poucos a água entrava pelo meu nariz, minha respiração chegava ao seu limite, fui tirada bruscamente da água e sentada em uma cadeira. Minha visão estava embaçada e sentia meus batimentos cardíacos ficando lentos a cada segundo.

Nunca imaginei que morreria perto do homem que eu mais odeio e assim dessa forma sem poder me despedir das pessoas. Sempre imaginei que morreria dormindo e que sonharia que as pessoas me encontrariam morta e na outra imagem, veria a dor e melancolia do meu velório.

Aos poucos não sentia mais meu corpo, estava morrendo...

***

Tudo começou quando eu tinha nove anos, era carnaval, saíamos de uma casa de praia, meu pai estava bêbado no volante, do lado dele estava minha mãe, dormindo e eu no banco de trás. Por meu pai estar bêbado, ele acabou capotando o carro na estrada, ele e minha mãe só sofreram uns arranhões, mas eu bati a cabeça bruscamente no vidro do carro.

Aos doze anos, certa noite sonhei que minha avó paterna estava deitada em uma cama, com sua camisola toda branca de alça, estava toda coberta com seu lençol bege e seus cabelos grisalhos estavam espalhados pelo travesseiro. Na imagem seguinte, ela estava dentro de um caixão com seu vestido preferido: rosa com mangas, com bordas brancas em baixo. Acordei desesperada, minutos depois meu pai recebeu um telefonema e era o que eu não imaginava, chegamos á casa da minha avó, fomos ao seu quarto e ela estava na cama do mesmo jeito que eu sonhei, meus pais entraram, mas eu fiquei na porta, engoli o seco e já sabia o eu aconteceria pela frente. No velório não segurei as lágrimas, chorei muito, tanto porque minha tinha avó tinha morrido, mas também porque eu sonhei aquela tragédia.

A história se passa quando eu tenho dezessete anos, mais ainda naquele ano eu iria fazer dezoito e entrar na faculdade, queria ser estilista, sempre gostava das coisas que estavam na moda. Aquele era o meu primeiro dia de férias, tinha acabado de acordar, no dia anterior havia combinado de me encontrar com minha amiga: Luma. Escutei barulho dos tamancos plataforma da minha mãe, obviamente ela iria me açodar e dar o seu grito.

- Francine Duarte!- acordou o vizinho.

- Mãe já estou acordada... – eu ainda estava com voz de sono.

- Filha, nós temos que nos preparar para a viajem de amanhã.

- Já vamos viajar para Parati amanhã?- pensava que a viajem só iria ser na próxima semana.

- Isso mesmo, e vamos bem cedo, por volta das cinco da manhã.

- Que horas são?

- Dez e meia.

- Já estou atrasada! Marquei de me encontrar com a Luma no shopping. – teria que correr em tempo recorde.

***

Sempre fui boa de correr de salto alto, é uma vantagem e era aquilo que eu estava fazendo: correndo na rua feito louca de salto alto. Usava minha inseparável bolsa bege e meus cabelos loiros amarrados em rabo de cavalo.

Meu celular tocou e era Luma, mas quando fui atender a ligação caiu.

Inspiração.


Além de um sonho.

Além de um sonho é o nome do meu livro. Ainda não lancei mas aposto que vai ser um grande sucesso. É a história de Fran, uma garota que tem premonições. Enquanto ela está andando na rua, ela se esbarra com um bandido que coloca um CD na bolsa dela.
Fran viaja para uma cidade praiana com sua família quando conhece Miguel um cara misterioso que vai mexer com seu coração. Tempos depois ela descobre que o CD é de Miguel, e que nele existe uma fortuna incalculável. Na história, ela é infernizada pelo César, tio do Miguel que está interessado no dinheiro.
Lançamento, em breve!