Além de um sonho
1 Parte
“Não sabia mais onde estava o desespero foi tão grande, que acabei me perdendo, estava em um beco sem saída agora fugindo de um homem que nem sabia o motivo que estava correndo atrás de mim.”
1 Fran.
Aos poucos a água entrava pelo meu nariz, minha respiração chegava ao seu limite, fui tirada bruscamente da água e sentada em uma cadeira. Minha visão estava embaçada e sentia meus batimentos cardíacos ficando lentos a cada segundo.
Nunca imaginei que morreria perto do homem que eu mais odeio e assim dessa forma sem poder me despedir das pessoas. Sempre imaginei que morreria dormindo e que sonharia que as pessoas me encontrariam morta e na outra imagem, veria a dor e melancolia do meu velório.
Aos poucos não sentia mais meu corpo, estava morrendo...
***
Tudo começou quando eu tinha nove anos, era carnaval, saíamos de uma casa de praia, meu pai estava bêbado no volante, do lado dele estava minha mãe, dormindo e eu no banco de trás. Por meu pai estar bêbado, ele acabou capotando o carro na estrada, ele e minha mãe só sofreram uns arranhões, mas eu bati a cabeça bruscamente no vidro do carro.
Aos doze anos, certa noite sonhei que minha avó paterna estava deitada em uma cama, com sua camisola toda branca de alça, estava toda coberta com seu lençol bege e seus cabelos grisalhos estavam espalhados pelo travesseiro. Na imagem seguinte, ela estava dentro de um caixão com seu vestido preferido: rosa com mangas, com bordas brancas
A história se passa quando eu tenho dezessete anos, mais ainda naquele ano eu iria fazer dezoito e entrar na faculdade, queria ser estilista, sempre gostava das coisas que estavam na moda. Aquele era o meu primeiro dia de férias, tinha acabado de acordar, no dia anterior havia combinado de me encontrar com minha amiga: Luma. Escutei barulho dos tamancos plataforma da minha mãe, obviamente ela iria me açodar e dar o seu grito.
- Francine Duarte!- acordou o vizinho.
- Mãe já estou acordada... – eu ainda estava com voz de sono.
- Filha, nós temos que nos preparar para a viajem de amanhã.
- Já vamos viajar para Parati amanhã?- pensava que a viajem só iria ser na próxima semana.
- Isso mesmo, e vamos bem cedo, por volta das cinco da manhã.
- Que horas são?
- Dez e meia.
- Já estou atrasada! Marquei de me encontrar com a Luma no shopping. – teria que correr em tempo recorde.
***
Sempre fui boa de correr de salto alto, é uma vantagem e era aquilo que eu estava fazendo: correndo na rua feito louca de salto alto. Usava minha inseparável bolsa bege e meus cabelos loiros amarrados em rabo de cavalo.
Meu celular tocou e era Luma, mas quando fui atender a ligação caiu.
Muito legal teu livro Isadora.
ResponderExcluirAdoorei